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Acertar na Educação – Há uma receita?

Todos os pais anseiam para seus filhos um futuro promissor, como um profissional qualificado, vivendo uma vida social de sucesso e um casamento harmonioso. Mas existe uma receita?

Alguns pais são excessivamente permissivos e outros excessivamente rígidos. Há aqueles que são ponderados nas ações, mas ainda assim são inseguros em como agir nessa importante tarefa de educar.

Para conduzir uma criança ao bem, devemos repreendê-la o mínimo possível. A repreensão repetitiva grava na mente da criança, duplamente o mal, criando nela o desejo de repetir o mesmo mal.

Se a repreensão for violenta, esse desejo pode ser contido pelo temor, mas não quer dizer que ele tenha sido extinto. Embora, nesse caso, a criança não esteja praticando exteriormente o mal, o está interiormente.

Será mesmo benéfico roubar da criança a liberdade da alma infundindo-lhe o medo?

O que fazer então, quando a criança se opõe de forma resoluta e desafiadora aos pais? Primeiramente, não pense que ela seja incapaz de compreender um diálogo permeado de razão e lógica. Não faça longos sermões, mas converse com respeito e amor, explicando o porquê das coisas, e ela certamente o ouvirá com prazer e manifestará cada vez mais um bom comportamento.

Essa proposta de diálogo deve ser rotineira e não apenas uma vez ou outra, até que a criança se acostume à reflexão e aja sempre com consciência de seus atos. Para conduzir uma criança ao bem se deve explicar-lhe quantas vezes for necessário, com paciência a razão de todas as coisas. Dessa forma ela desenvolverá em sua mente a capacidade de raciocínio e dedução e terá vontade de praticar sempre o bem, espontaneamente.

Nos dias de hoje, a vida dos adultos é muito acelerada e os pais convivem com excesso de obrigações e cobranças da vida adulta. Isso faz com que não expliquem aos seus filhos a razão das coisas.

A falta de tempo faz com que os pais imponham de forma tirana a seus filhos uma determinada conduta e, se não forem obedecidos, recorrem à violência e à punição. Crianças criadas assim tornar-se-ão também violentas e tiranas e oprimirão os mais fracos.

Quanto mais oprimidas mais opressoras tornar-se-ão. A mente da criança é fértil e tudo que é plantado germina e floresce.

É preciso dar à criança a liberdade de se expressar de maneira própria, peculiar. Entretanto os pais devem estar atentos para orientar o pensamento e a energia vital da criança para a direção certa. Entre os desejos da criança estão misturadas “ervas daninhas” que, se não forem removidas, dificultarão o desenvolvimento de suas boas qualidades.

Com toda certeza a individualidade da criança deve ser respeitada, mas isso não significa que se possa permitir-lhe fazer tudo o que quer, indiscriminadamente. Ensinar-lhe a se comportar conforme a hora e o local, observando e respeitando os ambientes é um bom exemplo.

É preciso distinguir bem o que deve ser desenvolvido do que deve ser removido, e ajudar a criança a desenvolver somente boas qualidades.

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