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Duplo desafio para um mundo melhor – Olhe diferente para si. Olhe diferente para o outro.

Entre vários desafios do mundo moderno, nossa preocupação sempre são as crianças.

Que difícil é viver no mundo hoje. Que difícil é educar e preparar crianças para viver em uma sociedade na qual você não pode protegê-las porque não é capaz de proteger a si próprio.

Estamos todos reféns da desconfiança. Não conseguimos mais saber se o vizinho que mudou para a casa do lado é bandido, pedófilo, traficante, ou se simplesmente é alguém como você: prisioneiro do medo.

Aliada à sensação de impotência está o sentimento de ser vítima da traição dos governos e o desânimo em olhar para a TV e pensar que o Brasil está contaminado pela corrupção.

Como muitos outros brasileiros, eu pessoalmente às vezes penso que está tudo perdido e me angustio pensando: mas e aí? O que eu posso fazer?

Alguém pode fazer algo? Dá para mudar o cenário? Dá para dar um futuro melhor para meus netos, para as centenas de crianças que estão comigo todos os anos como alunos?

A solução poderia vir facilmente dos órgãos governamentais e dos veículos de comunicação de massa em ações resgatando valores de base, resgatando as famílias, mas nem vou me alongar nessa tese porque sei que não chegarei a eles.

O que resta, porém, às pessoas que podem pensar além das massas, é fazer o trabalho da formiguinha, do conta-gotas, do sabiá no incêndio da floresta. Que seja! O que importa é fazer algo.

Temos o hábito de olhar para fora. Precisamos olhar para dentro, reconhecer nossos erros, nossas falhas de caráter. Não dá mais para ver somente a si próprio e os próprios interesses. O “jeitinho” tem que acabar. Cada pessoa precisa ser correta à radicalidade. Ser correto de verdade é o primeiro desafio.

Precisamos começar, e começar nos conhecendo. Que pessoa sou eu? Após a imersão é preciso concluir e decidir: devo ser digno dos elogios da minha própria consciência.

Outro ponto muito interessante além de olhar para a relação consigo mesmo, é olhar para a relação com o outro.

Todos são capazes de lindos discursos sobre a aceitação da diversidade. Está certo o acolhimento da diversidade de raças, credos e culturas. Mas pergunto: e o acolhimento ou a aceitação de quem diverge de sua opinião?

E a compreensão dos erros e fragilidades do outro?

O que presenciamos nesses casos, são pessoas bélicas, com pensamentos e ações bélicos. O sentimento agressivo está aflorado e sendo refletido amplamente na sociedade. Você reconhece pensamentos bélicos em você? Olhe para dentro e seja sincero na resposta.

Por isso lanço o segundo desafio: compreenda que as pessoas não pensam, agem ou reagem de forma igual à sua, então aprenda a perdoar e a acolher o outro. Quem sabe consiga ainda, amar.

Quando você muda, o mundo à sua volta muda.

Quando você muda, pode se tornar um educador para um melhor.

Quando muitos adultos mudam, o futuro dos futuros adultos com certeza será melhor.

 

Mabel Melo de Oliveira Souza

1 comentário sobre “Duplo desafio para um mundo melhor – Olhe diferente para si. Olhe diferente para o outro.

  1. Sheila Cardoso de Paula

    Perfeito. Excelente preocupação da escola em manter vivo a discussão e costanre prática de incluir novos temas a didática escolar. O diferente é difícil de ser aceito e deve ser trabalhado costantemente. Assim também a inclusão e a empatia com aqueles que não” tipicos”.A empatia, o amor, a solidariedade e a compreensão são importantes para o crescimento social de nossas crianças.

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