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Infância com livros, leitura e literatura

Despertar na criança o gosto pela leitura, tornar esse gosto um prazer diário e transformá-lo em um ótimo elixir para o funcionamento do cérebro, parece uma tarefa árdua, mas de fato não é!

Os primeiros contatos da criança com a leitura se dão através da literatura. Desde a mais tenra idade ela já tem (ou deveria ter) familiaridade com os livrinhos de banho, depois os de grandes ilustrações e, em seguida, com as historinhas lidas pelos pais. A criança percebe, então, que ali, dentro dos livros existe um universo vasto e fantástico.

Cada história é um aprendizado diferente para o pequeno ouvinte ou leitor e faz com que ele reelabore suas atitudes diante de fatos cotidianos, lidando com novas situações e sentimentos.

Não desejo com este texto, repetir os benefícios da leitura, já amplamente explorados em análises e artigos científicos publicados. Desejo, porém, refletir sobre como conseguir o intento de formação de leitores e quiçá grandes escritores, pois a leitura é ferramenta fundamental para a competência na escrita. As possibilidades de produzir textos eficazes têm sua origem na prática da leitura, espaço de construção da intertextualidade e fonte de referências modelizadoras (BRASIL, 1997, P. 53).

Góes (1991) defende a ideia de que o hábito da leitura ajuda na formação de opinião e de um espírito crítico. Para ele, a leitura faz com que o leitor se sinta e se reconheça como pessoa, suas características individuais, seus gostos, preferências quanto às circunstâncias, fatos e seres. Não importa que o leitor seja um adulto ou uma criança. “A leitura variada cria oportunidade de pensar o mundo e conhecer seus problemas, nos quais serão logo chamados a opinar” (GÓES, 1991, p. 29)

Quando a leitura se torna hábito da infância ela pode se tornar prazer e consequentemente contribuir para formar e transformar o conhecimento prévio da criança em conhecimento científico.

Para que a criança adquira o prazer pela leitura é importante que tenha contato próximo com os livros, liberdade para manuseá-los sempre que quiser e ser valorizada por sua apreciação. Será igualmente significativo para que ela manifeste seu gosto pela literatura, que a família não se canse de contar histórias.

Hoje, diante do mundo digital, as crianças não estão recebendo os mesmos estímulos para se tornarem leitoras, o que é muito preocupante para o desenvolvimento intelectual, criticidade e até mesmo para a futura colocação do mercado de trabalho. Não é prudente que pais e educadores desprezem o fato de que histórias lidas, vividas e também criadas e contadas especialmente para o momento, em um contato afetivo e efetivo, enriquece o mundo infantil despertando na criança a vontade de saber mais e mais e tornando-a capaz de fazer uma rica leitura de mundo.

O ambiente em que vive e é educada é o que forma uma criança leitora e ajuda a definir seu futuro.

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