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Por que devemos falar sobre as emoções? – Uma reflexão para os pais

Ah como seria bom se todos os pais pudessem impedir o sofrimento dos filhos, se pudessem controlar todas as situações que eles vivenciam para que só encontrassem eventos positivos, pessoas honestas, vitórias nas brincadeiras e resultados esperados…

Mas será que isso seria bom mesmo? A frustração faz parte do desenvolvimento humano, e aprender a lidar com ela de uma forma adequada é fundamental para a consolidação de uma inteligência emocional e da formação de posteriores adultos que conseguirão lidar com as adversidades que a vida proporciona.

E por que os pais falam tão pouco sobre as emoções? Eles são mestres em tentar solucionar o problema de suas crianças. Como não querem vê-las sofrer, por vezes resolvem seus problemas ou os minimizam dizendo que eles não precisam sentir aquilo tudo. Se as crianças choram muito ou demonstram tristeza, tratam logo de oferecer o que está faltando, de conversar com o amiguinho que disse não querer mais brincar junto, de dar o presente ou o doce que pediu, entre tantas outras ações que não dialogam verdadeiramente sobre o “sentir”.

Geralmente os pais fogem de entender esse sentir, até porque falam muito pouco sobre o que eles próprios estão sentindo. Quando estão felizes mostram para todos e valorizam, mas quando estão tristes, com raiva, frustrados, chateados, tratam de esconder, para que os filhos não percebam sua fragilidade.

Outra alternativa que os pais utilizam quando não conseguem resolver o problema de seus filhos, ou quando não o enxergam da forma como eles querem  mostrar é dizer: “Pare de chorar!”; “Engole o choro!”; “Você tem que ser corajoso!”; “Não precisa disso tudo”, e não dão a devida importância que a situação tem para eles que estão vivenciando o problema.

Valorizar as emoções que os filhos sentem é fundamental e necessário para que eles próprios aprendam a elaborar e refletir sobre o que estão vivendo. Por isso o ideal é conversar, perguntar o que o que o filho está sentindo, por que acha que está sentindo, levá-lo a pensar sobre o que pode ter acontecido para ele se sentisse daquela forma, além de indagar o quê ele fez que possa ter provocado a situação.

Com essa atitude os pais, além de refletir junto com os filhos sobre as emoções deles, também incentivam o senso de responsabilidade, para que eles se coloquem responsáveis pelas situações que provocaram aquela emoção. Sempre depois de ouvi-los os pais devem demonstrar acolhimento, afeto e o conforto de que aquela onda irá passar e que com certeza todos aprenderam algo com ela.

Todas as emoções são importantes e os pais devem deixar os filhos senti-las e e encorajá-los a falar sobre elas.

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