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TDAH – Podemos ajudar?

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade provoca no indivíduo um comportamento em que não consegue manter a atenção concentrada e consequentemente, manter o seu corpo quieto. Isso quer dizer que o portador do transtorno não consegue manter uma postura que seja adequada às diversas situações do cotidiano.

As crianças portadoras do transtorno possuem uma atenção difusa mais ativada. Elas se atentam rapidamente para qualquer estímulo externo que esteja acontecendo à sua volta, mesmo que não tenha interesse nele e por mínimo que ele seja.

Esse movimento de ação contínua prejudica seu desenvolvimento escolar. Em sala de aula, por exemplo, ela se foca no material do colega que caiu, nos barulhos externos, etc. A atenção difusa faz com que todos os estímulos sejam percebidos. Seu cérebro trabalha com uma quantidade de dados muito grande e não tem tempo de realizar um pensamento mais elaborado ou uma reflexão sobre nenhum desses estímulos. Tudo funciona muito rápido.

Por essa razão, o Transtorno do Déficit de Atenção vem comumente associado à Hiperatividade, pois geralmente o corpo segue a atividade mental.

A Hiperatividade pode ocorrer sem estar associada ao TDA e nesse caso, sua origem é diferente. Essa criança apresenta inquietude constante, porém, ela sabe relatar ocorrências à sua volta. Sabe o que foi dito pelo professor, tendo como único problema o excesso de atividade motora, inadequado ao tempo e local.

Já a criança portadora do TDAH não consegue manter sua atenção e nem mesmo manter-se em atividades que a agradam, como por exemplo, ir ao cinema. Ela tem interesse em várias atividades, inclusive coletivas, mas não tem os recursos internos que a façam permanecer nessas atividades o tempo suficiente para concluí-las.

Ela sente-se angustiada porque o transtorno a afeta dentro e fora da escola, inclusive nos relacionamentos sociais, o que provoca a baixa autoestima.

Nas brincadeiras com os amigos, não compreende bem as regras e não tem paciência para ir até o fim, o que lhe prejudica nas amizades. Às vezes sua inquietude cansa quem está à sua volta. Essa criança sente tédio e sofre em viagens longas, assim como não consegue compreender o enredo de um programa de TV ou de um filme.

Já nos jogos on-line, apresenta excelente desempenho, pois a mente não precisa trabalhar. Ela joga com ações predeterminadas, as quais apenas executa e consegue passar as etapas. Mesmo se saindo bem e tendo prazer nesses jogos, essa atividade não é muito positiva porque a prende por muito tempo, tempo este que poderia estar sendo utilizado para ajudar no seu desenvolvimento.

Para a superação dessas questões, o apoio profissional deve ser buscado pela família. Esse profissional geralmente intervém indicando medicação e acompanhamento psicopedagógico.

A atividade física também deve ser considerada como ferramenta de ajuda à criança no controle de seu próprio organismo. A modalidade deve ser escolhida respeitando o desejo e as características da própria criança.

Essas intervenções já podem levar o cérebro a agir de outra maneira e com o tempo é possível suspender a medicação.

A família e a escola podem ajudar?

A escola pode contribuir no processo de desenvolvimento do aluno com TDAH, mas precisa que a família entregue o diagnóstico e disponibilize as orientações do profissional que o acompanha.

O professor deverá ter atenção plena ao aluno e tomar algumas medidas importantes para o processo, por exemplo:

– observar o tempo médio que o aluno consegue manter sua atenção e ficar sentado, para alterar para ele diversas atividades, inclusive que permitam sua movimentação em sala de aula;

– colocá-lo para sentar-se em um local em que receba o mínimo de estímulos que possam distraí-lo e olhar para ele com regularidade, de modo que possa retomar sua atenção;

– fazer leitura conjunta e mediar a compreensão da atividade, além de possibilitar-lhe um tempo mais longo para a execução;

– realizar avaliações orais que possam complementar as escritas;

– promover trabalhos de duplas ou grupos, compondo-os sempre com colegas mais tranquilos.

O profissional que acompanha a criança orientará a família respeitando suas características individuais, mas a família deve atentar-se para manter diálogos sempre claros e objetivos, encorajando a criança a expressar seus sentimentos.

As críticas devem ser ditas em forma de diálogo e nunca com gritos impacientes que só prejudicam a autoestima.

O tratamento dado à criança com TDAH deve ser permeado pelo respeito, paciência e compreensão.

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